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	<title>Pehatka's Weblog</title>
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		<title>Pehatka's Weblog</title>
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		<title>solidão</title>
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		<pubDate>Fri, 20 Feb 2009 23:38:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pehatka</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[sinto-me só
sozinha na multidão, um espectro pairando pelo ar, em busca de atenção.
carinho, às vezes penso que seus beijos não alcançam mais meus lábios, sinto-os distantes, como que em pensamento solto de tarde de verão.
às vezes parece que não sou mais nada, ou melhor, que preciso ser nada, porque é a única forma de não [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=pehatka.wordpress.com&blog=3619134&post=62&subd=pehatka&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>sinto-me só</p>
<p>sozinha na multidão, um espectro pairando pelo ar, em busca de atenção.</p>
<p>carinho, às vezes penso que seus beijos não alcançam mais meus lábios, sinto-os distantes, como que em pensamento solto de tarde de verão.</p>
<p>às vezes parece que não sou mais nada, ou melhor, que preciso ser nada, porque é a única forma de não te trazer transtornos.</p>
<p>saio porque atrapalho aqui.</p>
<p>fico porque atrapalho alhures.</p>
<p>a vida passa e sei lá eu quem sou, quem conheço e quem desconheço.</p>
<p>sem rumo, sem direção, quando sei que é apenas seguir adiante, até onde o horizonte faz limite com o chão e o céu.</p>
<p>por medo de ser a primeira, tornei-me a última de minhas escolhas. assim, era bastante claro que tampouco fosse a tua.</p>
<p>fico para depois.</p>
<p>depois de amanhã, depois da vida, depois do carnaval.</p>
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	</item>
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		<title>O tempo</title>
		<link>http://pehatka.wordpress.com/2009/02/20/o-tempo/</link>
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		<pubDate>Fri, 20 Feb 2009 23:31:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pehatka</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[No fundo da mata virgem, pulsa um coração.
Há milhas de distância, remanesce uma lástima de luz, uma réstia de espaço que, ignorado, deixou-se estar por tempos e tempos.
Julgou ele por muito, que algum dia seu brio viria a tona e conquistaria a merecida atenção. Todos conheceriam seu nome e seu passado seria célebre, digno de [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=pehatka.wordpress.com&blog=3619134&post=59&subd=pehatka&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>No fundo da mata virgem, pulsa um coração.</p>
<p>Há milhas de distância, remanesce uma lástima de luz, uma réstia de espaço que, ignorado, deixou-se estar por tempos e tempos.</p>
<p>Julgou ele por muito, que algum dia seu brio viria a tona e conquistaria a merecida atenção. Todos conheceriam seu nome e seu passado seria célebre, digno de estórias.</p>
<p>Almejava a independência.</p>
<p>Descobriu-se escravo de si. De seus pensamentos.</p>
<p>Foi com custo que falou com os outros. Ainda sim, não conseguiu escutar sua voz. Tudo o que ouvia era um espectro de som. Uma sombra de seus atos.</p>
<p>O que teria ele realmente feito?</p>
<p>O que ainda vivia apenas no pensamento?</p>
<p>Dúvidas.</p>
<p>Seu universo de questões o afogava. O porto seguro que sempre fora sua alma, agora, sufocava-o.</p>
<p>O que fazer? A pior das lástimas é o tempo.</p>
<p>Sufraga os amores, aplaca as dores, torna-nos impassíveis diante da beleza, tal como das mais pérfidas barbáries.</p>
<p>O tempo é senhor de si. Arrebata-nos de tal forma, que deixamos de nos conhecer. Encontramo-nos, de repente, mais velhos, mais cansados, pouco avessos às mudanças de atitudes que nossos sonhos alimentavam.</p>
<p>Como isso aconteceu?</p>
<p>Com o tempo.</p>
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	</item>
		<item>
		<title>Mutatis Mutandis</title>
		<link>http://pehatka.wordpress.com/2008/09/06/mutatis-mutandis/</link>
		<comments>http://pehatka.wordpress.com/2008/09/06/mutatis-mutandis/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 06 Sep 2008 17:33:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pehatka</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Sim, sim&#8230; novos dias se aproximam&#8230; novos tempos, novas amizades, novas sensações, novos aromas e novos abraços&#8230;
Eu, entretanto, preservo a consciência da perenidade de meu caráter e de meus ideais&#8230; mutatia mutandis, o mundo gira, novas paixões se aproximam e novos conceitos se desenvolvem perante nossos olhos apenas para que nos tornemos, cada vez mais, [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=pehatka.wordpress.com&blog=3619134&post=57&subd=pehatka&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Sim, sim&#8230; novos dias se aproximam&#8230; novos tempos, novas amizades, novas sensações, novos aromas e novos abraços&#8230;</p>
<p>Eu, entretanto, preservo a consciência da perenidade de meu caráter e de meus ideais&#8230; mutatia mutandis, o mundo gira, novas paixões se aproximam e novos conceitos se desenvolvem perante nossos olhos apenas para que nos tornemos, cada vez mais, nós mesmos.</p>
<p>Aprendi muito nesses últimos dias&#8230;</p>
<p>A vida é simples demais para querer ser entendida&#8230; Mais do que isso, a vida carece ser sentida, porque é deliciosa!!! Sim, conheci que a vida é deliciosamente bela e que seus percalços incidem justamente para que saibamos reconhecer e refinar o sublime dela, extraindo o que há de melhor.</p>
<p>A vida é muito curta e é muito fácil se deixar levar&#8230; Tenho um compromisso muito sério, o qual torno mais do que bandeira do meu discurso, mas a própria pátria do meu coração:</p>
<p>Em primeiríssimo lugar, não quero e não posso ser medíocre.</p>
<p>Segundo, a vida é curta demais para que percamos tempo com mesuras e falsos pudores, deixando de ser nós mesmos para fazer aquilo que nos acreditam devido&#8230;  </p>
<p>Terceiro, as regras são mera organização de atividade a fim de tornar mais eficiente a alocação de recursos, sejam eles financeiros, intelectuais, energéticos, sensoriais ou qualquer nome que se queira dar&#8230;</p>
<p>Afinal, como diria Elleonor Roosevelt, o que é um nome? Não teria a rosa o mesmo perfume se decidíssemos não a chamar mais assim?</p>
<p>Pasmem, mas muitos diriam que não&#8230; Segundo Descartes, as pessoas receiam a verdade, por vê-la demasiado forte&#8230; Eu pergunto: quem foi que disse que viver é para os fracos???</p>
<p>Viva a seleção natural! rsrsrs</p>
<p>Ademais dessa minha inquietude, estou paradoxalmente mais complacente com a humanidade&#8230; Após um revés de decepção geral, decidi que é triste demais perder a fé nas pessoas&#8230;</p>
<p>Triste e inútil.</p>
<p>Quero viver! Morrer é uma certeza&#8230; Mas é preciso vontade para viver</p>
<p>Aliás, por isso mesmo, esse texto não tem fim e termina aqui&#8230;</p>
<p>cansei de viver pelas palavras! (!!!!! &#8211; e sem mais reticências!!!!)</p>
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	</item>
		<item>
		<title>Uma vez amei&#8230;</title>
		<link>http://pehatka.wordpress.com/2008/07/28/uma-vez-amei/</link>
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		<pubDate>Mon, 28 Jul 2008 03:23:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pehatka</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8220;Uma vez amei, julguei que me amariam,
Mas não fui amado.
Não fui amado pela única grande razão -
Porque não tinha que ser.
Consolei-me voltando ao sol e à chuva
E sentando-me outra vez à porta de casa.
Os campos, afinal, não são tão verdes para os que são amados,
Como para os que não são.
Sentir é estar distraído.&#8221;
Alberto Caeiro/Fernando Pessoa
 [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=pehatka.wordpress.com&blog=3619134&post=55&subd=pehatka&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>&#8220;Uma vez amei, julguei que me amariam,<br />
Mas não fui amado.<br />
Não fui amado pela única grande razão -<br />
Porque não tinha que ser.</p>
<p>Consolei-me voltando ao sol e à chuva<br />
E sentando-me outra vez à porta de casa.<br />
Os campos, afinal, não são tão verdes para os que são amados,<br />
Como para os que não são.<br />
Sentir é estar distraído.&#8221;</p>
<p>Alberto Caeiro/Fernando Pessoa</p>
<img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/pehatka.wordpress.com/55/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/pehatka.wordpress.com/55/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/pehatka.wordpress.com/55/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/pehatka.wordpress.com/55/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/pehatka.wordpress.com/55/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/pehatka.wordpress.com/55/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/pehatka.wordpress.com/55/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/pehatka.wordpress.com/55/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/pehatka.wordpress.com/55/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/pehatka.wordpress.com/55/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/pehatka.wordpress.com/55/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/pehatka.wordpress.com/55/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=pehatka.wordpress.com&blog=3619134&post=55&subd=pehatka&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Meu coração tardou</title>
		<link>http://pehatka.wordpress.com/2008/07/28/meu-coracao-tardou/</link>
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		<pubDate>Mon, 28 Jul 2008 03:17:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pehatka</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8220;Meu coração tardou.´
Meu coração
Talvez se houvesse
amor nunca tardasse;
Mas, visto que, se o houve, houve em vão,
Tanto faz que o amor houvesse ou não.
Tardou. Antes, de inútil, acabasse.
Meu coração postiço e contrafeito
Finge-se meu. Se o amor o houvesse tido,
Talvez, num rasgo natural de eleito,
Seu próprio ser do nada houvesse feito,
E a sua própria essência conseguido.
Mas não. [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=pehatka.wordpress.com&blog=3619134&post=53&subd=pehatka&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p><em>&#8220;Meu coração tardou.´<br />
Meu coração<br />
Talvez se houvesse<br />
amor nunca tardasse;<br />
Mas, visto que, se o houve, houve em vão,<br />
Tanto faz que o amor houvesse ou não.<br />
Tardou. Antes, de inútil, acabasse.</p>
<p>Meu coração postiço e contrafeito<br />
Finge-se meu. Se o amor o houvesse tido,<br />
Talvez, num rasgo natural de eleito,<br />
Seu próprio ser do nada houvesse feito,<br />
E a sua própria essência conseguido.</p>
<p>Mas não. Nunca nem eu nem coração<br />
Fomos mais que um vestígio de passagem<br />
Entre um anseio vão e um sonho vão.<br />
Parceiros em prestidigitação,<br />
Caímos ambos pelo alçapão.<br />
Foi esta a nossa vida e a nossa viagem. &#8220;</em></p>
<p><em></em></p>
<p><em>Fernando Pessoa</em></p>
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	</item>
		<item>
		<title>Aniversário</title>
		<link>http://pehatka.wordpress.com/2008/07/28/aniversario/</link>
		<comments>http://pehatka.wordpress.com/2008/07/28/aniversario/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 28 Jul 2008 03:11:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pehatka</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://pehatka.wordpress.com/?p=51</guid>
		<description><![CDATA[
&#8220;No tempo em que festejavam o dia dos meus anos,
Eu era feliz e ninguém estava morto.
Na casa antiga, até eu fazer anos era uma tradição de há séculos,
E a alegria de todos, e a minha, estava certa com uma religião qualquer. No tempo em que festejavam o dia dos meus anos,
Eu tinha a grande saúde [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=pehatka.wordpress.com&blog=3619134&post=51&subd=pehatka&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><div class="para">
&#8220;No tempo em que festejavam o dia dos meus anos,<br />
Eu era feliz e ninguém estava morto.<br />
Na casa antiga, até eu fazer anos era uma tradição de há séculos,<br />
E a alegria de todos, e a minha, estava certa com uma religião qualquer. No tempo em que festejavam o dia dos meus anos,<br />
Eu tinha a grande saúde de não perceber coisa nenhuma,<br />
De ser inteligente para entre a família, E de não ter as esperanças que os outros tinham por mim. Quando vim a ter esperanças, já não sabia ter esperanças. Quando vim a.olhar para a vida, perdera o sentido da vida. Sim, o que fui de suposto a mim-mesmo,<br />
O que fui de coração e parentesco.<br />
O que fui de serões de meia-província,<br />
O que fui de amarem-me e eu ser menino,<br />
O que fui — ai, meu Deus!, o que só hoje sei que fui&#8230;A que distância!&#8230;(Nem o acho&#8230; ) O tempo em que festejavam o dia dos meus anos! O que eu sou hoje é como a umidade no corredor do fim da casa, Pondo grelado nas paredes&#8230; O que eu sou hoje (e a casa dos que me amaram treme através das minhas lágrimas),<br />
O que eu sou hoje é terem vendido a casa, É terem morrido todos,<br />
É estar eu sobrevivente a mim-mesmo como um fósforo frio&#8221; &#8230;</div>
<div class="para">Ricardo Reis em Fernando Pessoa/Fernando Pessoa em Ricardo Reis</div>
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	</item>
		<item>
		<title>Conclusões terríveis sobre mim mesma&#8230;</title>
		<link>http://pehatka.wordpress.com/2008/07/25/conclusoes-terriveis-sobre-mim-mesma/</link>
		<comments>http://pehatka.wordpress.com/2008/07/25/conclusoes-terriveis-sobre-mim-mesma/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 25 Jul 2008 02:59:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pehatka</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Estava pensando na vida quando começou a tocar essa música no rádio&#8230;
Não era nenhuma poesia rebuscada, nem tinha versos magníficos, mas disse exatamente o que eu queria dizer sobre mim&#8230;
&#8220;Juro que não vai doer
Se um dia eu roubar
O seu anel de brilhante
Afinal de contas dei meu coração
E você pôs na estante
Como um troféu
No meio de [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=pehatka.wordpress.com&blog=3619134&post=49&subd=pehatka&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Estava pensando na vida quando começou a tocar essa música no rádio&#8230;</p>
<p>Não era nenhuma poesia rebuscada, nem tinha versos magníficos, mas disse exatamente o que eu queria dizer sobre mim&#8230;</p>
<p>&#8220;Juro que não vai doer<br />
Se um dia eu roubar<br />
O seu anel de brilhante<br />
Afinal de contas dei meu coração<br />
E você pôs na estante<br />
Como um troféu<br />
No meio de buginganga<br />
Você me deixou de tanga<br />
Ai de mim que sou romântica!</p>
<p>Quando eu me sinto um pouco rejeitada<br />
Me dá um nó na garganta<br />
Choro até secar a alma de toda mágoa<br />
Depois eu passo pra outra<br />
Como mutante<br />
No fundo sempre sozinho<br />
Seguindo o meu caminho<br />
Ai de mim que sou romântica!</p>
<p>Kiss me baby, kiss me</p>
<p>Pena que você não me kiss<br />
Não me suicidei por um triz<br />
Ai de mim que sou assim! (Romântica)</p>
<p> </p>
<p>&#8220;Mutante&#8221; &#8211; performed by Daniela Mercury (e eu me recuso a procurar o autor em uma hora dessas, afinal, nem Google cura a minha preguiça!)</p>
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	</item>
		<item>
		<title>21</title>
		<link>http://pehatka.wordpress.com/2008/07/07/21/</link>
		<comments>http://pehatka.wordpress.com/2008/07/07/21/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 07 Jul 2008 23:41:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pehatka</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[21 anos.
De que me valhem?
Sinceramente, acho que não ganho nada ao pensar nesses 21 anos que se passaram&#8230; até porque a memória nos trai, as dores são mais doces nas lembranças.
Subjulgamos as intempéries.
Tenho um grave problema com o ato de perdoar.
Acho que, para determinados golpes que sofremos, existe um prazo prescricional para pedir perdão, Quando [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=pehatka.wordpress.com&blog=3619134&post=48&subd=pehatka&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>21 anos.</p>
<p>De que me valhem?</p>
<p>Sinceramente, acho que não ganho nada ao pensar nesses 21 anos que se passaram&#8230; até porque a memória nos trai, as dores são mais doces nas lembranças.</p>
<p>Subjulgamos as intempéries.</p>
<p>Tenho um grave problema com o ato de perdoar.</p>
<p>Acho que, para determinados golpes que sofremos, existe um prazo prescricional para pedir perdão, Quando não se pede em tempo, a dor maior é a de que deixou de pedir.</p>
<p>Quem sofreu, contudo, não se cura totalmente. Ao contrário, recebe uma cicatriz que, latente, reveste um imenso vazio. O descaso.</p>
<p>Para esse vazio, não há muito jeito. Não fizeram remédio. Ele se integra ao caráter, vira mais que um trauma, simplesmente bloqueamos tudo o que for relacionado a ele.</p>
<p>A pior coisa que pode acontecer é o pedido intempestivo pelo perdão.</p>
<p>Sim, porque já não há mais o que perdoar, mas tão somente subsiste aquele vazio atemorizante.</p>
<p>Nessas horas, um pedido de perdão significa uma facada no peito, humilha, é vil. É nesse momento que percebemos que o silêncio era melhor do que a fala. O que resta é o pranto.</p>
<p>Tudo o que se tinha de orgulho se esvai.</p>
<p>Alguma vezes acho que sou eu que estou ficando louca, que tudo nem foi tão ruim assim, que eu me coloquei em pose de vítima e chego a pensar ser eu a carrasca do meu tirano.</p>
<p>Mas eis que surge uma esperança: quebrei meu paradigma.</p>
<p>O caminho às vezes é importante por essas coisas&#8230; Precisava entender do que uma paixão é feita.</p>
<p>Um pouco de sonho, mais uma série de desavaneios, outro punhado de fé&#8230; No finalzinho é que se acrecente uma carinha de realidade à figura&#8230;</p>
<p>Sim, apaixonei-me foi pela minha própria criatura, a imagem que montei para mim sobre uma meia dúzia de palavras que escutei.</p>
<p>Incrível, mas acabei de perceber que fiz isso duas vezes nesses dois últimos anos. E fi-lo tão bem, que julguei estar até confusa entre dois amores.</p>
<p>A única coisa que de fato me faz sentir melhor é a consciência de que apesar de os dois não valerem sequer o que comem, o que senti não foi por eles, mas pela minha própria imaginação.</p>
<p>Por isso que um deles lembrava tanto um personagem de livro!</p>
<p>Meu Deus&#8230; Isso é egocentrismo revestido por um semblante de amor.</p>
<p>Ao meu orgulho, acho que saber disso fez melhor.</p>
<p>À minha cabeça, nem tanto, mas é o impulso que preciso para mudar&#8230;</p>
<p>Mãos à obra!</p>
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	</item>
		<item>
		<title>senso di te</title>
		<link>http://pehatka.wordpress.com/2008/07/01/senso-di-te/</link>
		<comments>http://pehatka.wordpress.com/2008/07/01/senso-di-te/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 01 Jul 2008 23:37:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pehatka</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[oggi ho fatto tutto. forze sensa pensare&#8230; non ho pensatto niente da nessuno&#8230;
Bugia.
Ho pensato tutto questo maledeto giorno da te, da como sono le cose&#8230;
Non lo sò quello che mi piace&#8230; mi gamba leggere, pero non voglio leggere&#8230; devo studiare, pelo non voglio studiare adesso
Chi sei tu? Chi sono io? Chi siamo noi?
non voglio sapere [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=pehatka.wordpress.com&blog=3619134&post=45&subd=pehatka&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>oggi ho fatto tutto. forze sensa pensare&#8230; non ho pensatto niente da nessuno&#8230;</p>
<p>Bugia.</p>
<p>Ho pensato tutto questo maledeto giorno da te, da como sono le cose&#8230;</p>
<p>Non lo sò quello che mi piace&#8230; mi gamba leggere, pero non voglio leggere&#8230; devo studiare, pelo non voglio studiare adesso</p>
<p>Chi sei tu? Chi sono io? Chi siamo noi?</p>
<p>non voglio sapere mai</p>
<p> </p>
<p>A un passo dal possibile</p>
<p>A un passo da te<br />
Paura di decidere<br />
Paura di me</p>
<p>Di tutto quello che non so<br />
Di tutto quello che non ho</p>
<p>Eppure sentire<br />
Nei fiori tra l&#8217;asfalto<br />
Nei cieli di cobalto &#8211; c&#8217;è</p>
<p>Eppure sentire<br />
Nei sogni in fondo a un pianto<br />
Nei giorni di silenzio &#8211; c&#8217;è</p>
<p>un senso di te</p>
<p>mmm&#8230;mmm&#8230;mmm&#8230;mmm&#8230;<br />
C&#8217;è un senso do te<br />
mmm&#8230;mmm&#8230;mmm&#8230;mmm&#8230;</p>
<p>Eppure sentire<br />
Nei fiori tra l&#8217;asfalto<br />
Nei cieli di cobalto &#8211; c&#8217;è</p>
<p>Eppure sentire<br />
Nei sogni in fondo a un pianto<br />
Nei giorni di silenzio &#8211; c&#8217;è</p>
<p>Un senso di te</p>
<p>mmm&#8230;mmm&#8230;mmm&#8230;mmm&#8230;<br />
C&#8217;è un senso di te<br />
mmm&#8230;mmm&#8230;mmm&#8230;mmm&#8230;</p>
<p>Un senso di te<br />
mmm&#8230;mmm&#8230;mmm&#8230;mmm&#8230;<br />
C&#8217;è un senso di te</p>
<img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/pehatka.wordpress.com/45/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/pehatka.wordpress.com/45/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/pehatka.wordpress.com/45/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/pehatka.wordpress.com/45/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/pehatka.wordpress.com/45/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/pehatka.wordpress.com/45/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/pehatka.wordpress.com/45/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/pehatka.wordpress.com/45/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/pehatka.wordpress.com/45/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/pehatka.wordpress.com/45/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/pehatka.wordpress.com/45/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/pehatka.wordpress.com/45/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=pehatka.wordpress.com&blog=3619134&post=45&subd=pehatka&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>Quem somos nós?</title>
		<link>http://pehatka.wordpress.com/2008/06/24/quem-somos-nos/</link>
		<comments>http://pehatka.wordpress.com/2008/06/24/quem-somos-nos/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 24 Jun 2008 01:09:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pehatka</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://pehatka.wordpress.com/?p=43</guid>
		<description><![CDATA[Quem somos nós??
É essa a questão que tant nos indamos e que passamos a vida na tentativa vá de responder. Vã, porque antes sequer entendemos o que sonos e do que somos feitos.
&#8220;Somos aquilo que quremos ser&#8221; &#8211; dizem alguns
&#8220;Somos feitos de nossos próprios sonhos&#8221; &#8211; dizem outros.
Pois eu discordo.
Assim como chove quando queremos sol [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=pehatka.wordpress.com&blog=3619134&post=43&subd=pehatka&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Quem somos nós??</p>
<p>É essa a questão que tant nos indamos e que passamos a vida na tentativa vá de responder. Vã, porque antes sequer entendemos o que sonos e do que somos feitos.</p>
<p>&#8220;Somos aquilo que quremos ser&#8221; &#8211; dizem alguns</p>
<p>&#8220;Somos feitos de nossos próprios sonhos&#8221; &#8211; dizem outros.</p>
<p>Pois eu discordo.</p>
<p>Assim como chove quando queremos sol e anoitece quando não queríamos que o dia terminasse, o coração da gente persiste batendo mesmo quando o mandamos parar e, não importa o quanto insistamos na vida e na vontade de ver o mundo, chega um dia em que os olhos se fecham sem nunca mais abrir.</p>
<p>E o que acontece depois?</p>
<p>&#8220;Oras, depois vira história&#8221; &#8211; como diria a Emília do Monteiro Lobato.</p>
<p>Lutamos tanto, insistimos tanto em determinadas coisas na vida e, de repente, tudo isso acaba. Cghega um dia em que não importa o quanto você ame a outra pessoa e tampouco interessa o quanto ela te ame, os braços não vão mais se enlaçar, os olhares deixarão de ser procurar mutuamente e nada mais será como antes.</p>
<p>A mão que me afagava os cabelos, os olhinhos sempre brilhantes e que traziam as marcas de tanto haviam visto, os lábios afetos ao sorriso ainda infantil e, principalmente, aquele narizinho que era só meu e, todo arrebitado, erigia e conferia um quê de madame aristocrático só dela &#8211; era o famoso nariz grego, &#8220;perfeito a qualquer chapéu&#8221;.</p>
<p>O semblante aparentemente austero e a voz firme com aquele sotaque tão típico cediam logo lugar ao olhar de menina e ao sorriso maroto.</p>
<p>Lembro das nossas tardes de leitura de revistas. &#8220;-De quem vamos falar mal hoje, Teté? &#8211; Oras, de quem se vestir mal o suficiente para que comentemos! É preciso coragem e cara de pau para usar certas roupas fora de casa&#8230;&#8221;</p>
<p> Colo de tarde, conversa fiada. O que me fascinava era imagnar como a vida dela teria sido antes. Como teria sido a infância, a mocidade. Pensar que nasceu no Brasil, apesar de ser criada na Itália das décadas de 20 e 30&#8230;</p>
<p>Indago-me até hoje como a vida dela teria sido se tivesse ficado por lá? Que destino a vida lhe teria reservado? Uma carreira como concertista quem sabe? Quem sabe?? quem sabe&#8230;</p>
<p>Acho, contudo, que, no fundo, ela não queria isso não. Queria um filho. E se a natureza lhe negou, ocasiões que até hoje são para mim obscuras trouxeram-lhe o melhor de todos os filhos: meu tio.</p>
<p>Entre esses dois havia uma relação indescritível. Havia carinho, afeto, cumplicidade e devoção em proporções quase incompreensíveis e inexplicáveis. De fato, havia amor. Ou melhor. HÁ amor.</p>
<p>AMOR. Amor não é do tipo de coisa que se acha em qualquer canto, não é obrigação, não nasce nem morre e, ao contrário do que dizem, não tem hora para começar, nem dele é possível se livrar.</p>
<p>Amor não arrebata. É do tipo de coisa que já existe antes da gente, que sempre existiu. A gente é que demora algum tempo para descobrí-lo, às vezes até por conta do tamanho que tem.</p>
<p>  Ele está sempre lá, toma conta do que somos. Aos poucos, transforma a alma e fica difícil saber quem é quem. O ser amado e o amante tornam-se inseparáveis, fundem-se a ponto de cada qual ser parte do outro.</p>
<p>Sinto uma saudade intensa e estranha no peito. É próximo à dor e à própria morte. Agora é como se só houvesse o vazio. Eu sei bem o que é. Difícil (até porque um tanto quanto inútil) é explicar.</p>
<p>Sou parte dela, assim como ela o é de mim. Perdi um naco de mim, mas ainda tenho uma partezinha dela cravada no peito e a qual jamais perderei, porque dela me tornei.</p>
<p>Assim como em relação ao meu tio, sou um tanto dela. Tenho-a em meu caráter e naquilo que acredito.</p>
<p>Enquanto isso, os dois estão a um passo a mais de se tornarem anjos. Os meus queridos anjos a velar por mim sempre.</p>
<p>Um dia, por der hoje, amanhã ou daqui a vários anos, eu os encontrarei, os abraçarei forte e sorriremos juntos novamente.</p>
<p>Por enquanto, encontro-os em meus sonhos, nos meus melhores pensamentos e, assim, tenho forças para seguir em frente.</p>
<p>De agora em diante, tenho uma importante responsabilidade: honrá-lhos e orgulhá-lhos, cuidar dos outros e garantir para que seu trabalho por aqui não tenha sido em vão.</p>
<p>Em meio a tantas perguntas, hoje eu só tenho uma única certeza: o Amor.</p>
<p> </p>
<p> </p>
<p> </p>
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